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Se Nada Mais Der Certo

(Brasil, 2008)
Direção: José Eduardo Belmonte
Elenco: Cauã Reymond (Leonardo "Léo" Santos de Almeida), Caroline Abras (Marcin), João Miguel (Wilson), Luiza Mariane (Ângela), Milhem Cortaz (Sybelle), Leandra Leal (Georgina), Adriana Lodi (Leda), Murilo Grossi (Abílio), Eucir De Souza (Diogo), Henrique Rabelo (Lucas), Tainá Muller, Roberta Rodrigues, Mariah Teixeira
Sinopse: Aquele jogo na Barra Funda não deu certo, aquele serviço com o Gordo não deu certo, aquele truque do Antenor não deu certo, aquele negócio com o padre também não deu certo, aquele cara que o Abílio pediu pra votar não deu certo, aquele trabalho era incerto, aquele DVD pirata que comprei não funcionou, aquele final de semana não deu certo... Mas tudo vai dar certo.
2006. Ano eleitoral. Léo é um jornalista que vive de bicos, cobrindo eventos aqui e acolá e com sérias dificuldades financeiras, com o aluguel, o salário da empregada Leda, a conta da luz e de telefone atrasados três ou quatro meses, e o CPF cancelado devido a complicações com a Receita Federal.
Léo divide o apartamento com Angela, mãe de Lucas, um garoto de 6 anos. Angela é depressiva, sofre de bulemia, não consegue se colocar no mercado de trabalho e sente-se incapaz de livrar-se das drogas e da bebida.
Certa noitada, Léo conhece a andrógina Marcin, que entre outros delitos é a "fornecedora de drogas" de Angela. Marcin, que na sua atividade adquiriu vários contatos interessantes, como alguns clientes cheios da grana e alguns trambiqueiros experientes, logo simpatiza com Léo e junto com seu amigo e cúmplice, o taxista Wilson, saem para beber cerveja e dar "um brinde à paz mundial".
O taxista Wilson anda sempre com uma arma, calibre 38, herdada de seu pai mas que ele não sabe como se usa e nem tem balas. Wilson, desanimado com sua profissão, acha que está precisando de um psiquiatra.
Falidos, Léo, Marcin e Wilson resolvem unir seus "talentos" para dar um golpe e conseguir algum dinheiro. A partir daí e do passeio na praia eles criam laços de lealdade que serão decisivos "Se Nada Mais Der Certo"...
Enquanto isso Lucas procura a figurinha de Joacir, atacante do Corinthians, que falta para completar seu álbum.

O Quatrilho


(Brasil, 1995)
Direção: Fábio Barreto
Elenco: Bruno Campos, Glória Pires, Patrícia Pillar, Alexandre Paternost, Cecil Thiré, Gianfrancesco Guarnieri
Sinopse: Rio Grande do Sul, 1910. Em uma comunidade rural composta por imigrantes italianos, dois casais muito amigos se unem para poder sobreviver e decidem morar na mesma casa. Mas o tempo faz com que a esposa (Patricia Pillar) de um (Alexandre Paternost) se interesse pelo marido (Bruno Campos) da outra (Glória Pires), sendo correspondida. Após algum tempo, os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isto desprovida de romance.
Bastidores: Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!

(Brasil, 2011)
Direção: Ninho Moraes, Francisco César Filho
Elenco: Carlos Meceni, Gero Camila, Helena Albegaria, Alice Braga
Sinopse: Um olhar do século 21 para um dos movimentos culturais mais importantes da história brasileira. A produção traz um mix de entrevistas, shows, intervenções artísticas e atores em pequenos esquetes.Uma intersecção dos contextos social e artístico de 1967-68-69 com o atual.

Sexo, Amor e Traição



(Brasil, 2004)
Direção: Jorge Fernando
Elenco:
Malu Mader, Murilo Benício, Fabio Assunção, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Heloísa Perissé
Sinopse: Carlos (Murilo Benício) e Ana (Malu Mader) vivem no 7º andar de um edifício localizado no coração do Rio de Janeiro. Ana necessita de mais carinho do que seu marido lhe dá. Inesperadamente Tomás (Fábio Assunção), um amigo do casal, chega depois de muitos anos de viagem e se hospeda na casa dos dois. Ao mesmo tempo Andréa (Alessandra Negrini) e Miguel (Caco Ciocler) vivem num edifício em frente, também no 7º andar. Andréa está cansada da indiferença de seu marido e ressentida porque ele a vê apenas como um objeto a ser exibido. Em uma festa se encontram com Cláudia (Heloísa Perissé), o primeiro amor de Miguel. Cláudia, não tendo lugar para ficar, acaba passando a noite no apartamento de Miguel.

As Canções

As Canções

(Brasil, 2011)
Documentário - 90'
Direção: Eduardo Coutinho
Elenco: Déa, Gilmar,José Barbosa (Comandante), Sonia, Nilton, Isabell, Ózio, José, Lídia, Queimado, Fátima, Maria de Fátima, Ramon, Elaine, José David, Maria Aparecida e Silvia
Sinopse: De volta ao palco de um teatro, o diretor Eduardo Coutinho, dessa vez, resolve conhecer as histórias por trás das músicas que marcaram a vida de dezoito pessoas. De Roberto Carlos a Noel Rosa, histórias que falam sobre amor, lembranças, desilusões, saudades e arrependimentos. Mais uma vez, o diretor realiza uma viagem ao lado mais humano de todos nós.

Não se Esqueça de Mim
(Roberto Carlos)

Onde você estiver, não se esqueça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Quando você se lembrar não se esqueça que eu
Que eu não consigo apagar você da minha vida
Onde você estiver não se esqueça de mim

Esmeralda
(Composição: Fernando Barros; Filadelfo Nunes)

Vestida de noiva com véu e grinalda
Lá vai Esmeralda casar na igreja
Deus queira que os anjos
Não cantem pra ela
E lá na capela seu vigário não esteja

Deus queira que à noite na hora da festa
Não tenha orquestra, não tenha ninguém
Prá ver Esmeralda com véu e grinalda
Nos braços de outro que não é seu bem

Quem devia casar com ela era eu
Sim, senhor
Quem devia casar com ela era eu
Seu amor.

Minha Namorada
(Vinicius de Moraes)

Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo de morrer
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você

Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

Você me Abandonou
(Velha Guarda da Portela)

Você me abandonou
Ô ô eu não vou chorar
Mas hei de me vingar
Não vou te ferir
Eu não vou te envenenar
O castigo que eu vou te dar é o desprezo
Eu te mato devagar
O desprezo é uma arma perigosa
È pior do que uma seta venenosa
O desprezo para quem sabe sentir
Muitas vezes faz chorar
Outras vezes faz sorri

Olha
(Roberto Carlos)

Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor

Dó Ré Mi
(Dóris Monteiro)

Eu sou feliz tendo você sempre a meu lado
E sonho sempre com você mesmo acordado
Saiba, também, que só você mora em meu coração
E é de você, é prá você, esta canção

É de você que vem a minha inspiração
Você é corpo e alma em forma de canção
Você é muito mais do que, em sonhos, eu já vivi
Você é Dó, é Ré Mi Fá, é Sol Lá Si

Retrato Em Branco e Preto
(Chico Buarque)

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Perfidia (versão)
(Altemar Dutra)

Sofre........... a tua dor resignadamente
Sofre..........como eu sofri por ti também
Sofre..............e a dor vai ensinando a gente
Amar............. e um dia querer bem.........

Amei......... como ninguém te amou querida
De ti o menor gesto adorei
Esquecido da própria vida
Perfídia.......mandaste em troca, não esqueci
Das rosas, das orquídeas e das violetas
Que eu dava a ti

Distraída no ambiente luxuoso
Em que sempre vivias
Tu deixaste que murchassem minhas flores
Meu buquê de fantasias

E agora........... que adoras a quem te magoa
Perdoa pelo bem que eu te quis
Perdoa e serás feliz .......feliz

Ternura
Roberto Carlos (Dueto com Wanderléa)

Uma vez você falou que era meu o seu amor
E ninguém ia separar você de mim
Agora você vem dizendo adeus
Que foi que eu fiz pra que você me trate assim?
Todo o amor que eu guardei a você eu entreguei
Eu não suporto tanta dor, tanto sofrer

Agora você vem dizendo adeus
Que foi que eu fiz pra que você me trate assim?
Toda a ternura que eu lhe dei
Ninguém no mundo vai lhe ofertar
E seus cabelos só eu sei
Como afagar
O meu pobre coração já não quer mais ilusão
Já não suporta mais sofrer ingratidão

Agora você vem dizendo adeus
Que foi que eu fiz pra que você me trate assim?
Agora você vem dizendo, dizendo adeus
Que foi que eu fiz pra que você me trate assim?
Agora vem você dizendo adeus
Que foi que eu fiz pra que você me trate assim?

Cabra Marcado Para Morrer

(Brasil, 1984)
Direção: Eduardo Coutinho
Sinopse: O filme é uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, um líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Foi interrompido em 1964, em razão do golpe militar e recomeçado 17 anos depois. Foram reunidos os mesmos técnicos, locais e personagens reais para contar a sua história. Conta a história das Ligas camponesas de Galiléia e de Sapé e a vida de João Pedro através das palavras de sua viúva, Elizabeth Teixeira, que conta sobre a sua vida nesses vinte anos, assim como a de seus filhos, separados dela desde dezembro de 1964.

Moscou

(Brasil, 2009)
Direção: Eduardo Coutinho
Sinopse: Em "Moscou", Coutinho dá prosseguimento às investigações iniciadas em Jogo de Cena mas, ao contrário de "Jogo de cena", que didatiza a questão do caráter dualístico do documentário, em "Moscou" a discussão se aprofunda.
É a primeira vez que o diretor não interferiu na atuação de seus atores. O filme é fragmentário quase um improviso, registro poético do grupo. A preocupação plástica e formal o aproxima da metalinguagem. Sendo assim, ele habita a linha tênue entre documentário e ficção, deixando o espectador com mais perguntas do que respostas.

Jogo de Cena

(Brasil, 2007)
Direção: Eduardo Coutinho
Elenco: Marília Pêra, Fernanda Torres, Andréa Beltrão, Mary Sheyla, Gisele Alves Moura, Débora Almeida, Sarita Houli Brumer, Lana Guelero, Jack Brown, Maria de Fátima Barbosa, Aleta Gomes Vieira, Marina D’Elia, Claudiléa Cerqueira de Lemos
Sinopse: Anúncio de jornal: "Convidamos mulheres com mais de 18 anos, residentes no Rio de Janeiro e que tenham histórias para contar para fazer um teste para um filme-documentário."

Depois de subir as escadas no escuro, Mary Sheyla chega ao palco de um teatro com poltronas vermelhas vazias. O diretor está do lado esquerdo do palco, atrás das câmeras e dos aparelhos de luz e captação de som. Mary se senta do lado direito e começa a falar a história de como sempre desejou ser atriz, desde pequena, quando sonhava em ser paquita da Xuxa, apesar de ser negra, e de como descobriu, assistindo a uma matéria no Vídeo Show, o grupo de Teatro "Nós do Morro", no bairro do Vidigal. Mary entrou no grupo apesar de não pertencer àquela Comunidade, aprendeu a interpretar e atualmente trabalha como atriz. A pedido do diretor, Mary recita uma fala da personagem Joana da peça Gota D´Água, de Chico Buarque.

Gisele Alves Moura chega ao palco ofegante. A história que ela começa a contar é sobre uma gravidez indesejada que a impediu de realizar seu sonho de morar em outro país. Gisele conta também como, anos depois de ter tido Taís, sua primeira filha, engravidou novamente e teve uma experiência traumática com seu filho Vítor. A história contada por Gisele com serenidade, apesar de conter aspectos trágicos, também é interpretada pela conhecida atriz Andréa Beltrão, que se emociona e chora durante a narrativa.

Débora Almeida, uma babá mineira, conta a história de seu relacionamento-relâmpago com o Despachante Maurício em São Paulo que originou sua filha.

A atriz Fernanda Torres conta a história do dia em que passou por uma grande aflição para compreender os simbolismos do candomblé com a ajuda de uma tia mãe de santo.

Sarita Houli Brumer fala com os nervos à flor da pele de sua dificuldade de relacionamento com sua filha que mora nos Estados Unidos, e de como ela se emociona com o filme Procurando Nemo. A atriz Marília Pêra interpreta o depoimento de Sarita e revela um segredo que utiliza quando precisa derramar lágrimas diante das câmeras: um líquido chamado "cristal japonês".

Lana Guelero conta a história de como a vida festiva que tinha com um casal de filhos foi abalada por uma tragédia, consequência da violência urbana.

Jack Brown fala de como é ser cantora de rap e lésbica.

Maria de Fátima Barbosa conta sobre suas experiências amorosas e reclama que "homem tá escasso no mercado".

Aleta Gomes Vieira conta a origem do seu nome, que era uma personagem da HQ do Príncipe Valente. Ela conta como foi que engravidou com 20 anos, sozinha e sem dinheiro, e como isso frustrou seus planos de viajar. Fernanda Torres, que interpreta o depoimento de Aleta, comenta como é difícil interpretar uma personagem real, que é como um parãmetro a ser alcançado, que não existe quando a personagem é fictícia.

Marina D’Elia, atriz de teatro (e agora também de cinema), fala de uma imensa dificuldade de relacionamento que teve com seu pai, que queria que ela fosse médica, e de como a morte dele afetou-a profundamente.

Andréa Beltrão fala da saudade que sente do cheiro do perfume da babá Alcedina.

Claudiléa Cerqueira de Lemos conta a história de como a vida festiva que tinha com um casal de filhos foi abalada por uma tragédia, consequência da violência urbana.

Sarita Houli Brumer retorna para mudar a impressão de vida trágica que acha que deixou com seu depoimento anterior e fala da paixão dos pais por música, terminando por cantar "Se essa rua fosse minha".

Algumas são as mulheres que responderam ao anúncio, algumas são atrizes conhecidas, outras são atrizes desconhecidas. Alguns depoimentos são fatos narrados por quem os viveu, outros são interpretações dramáticas destes depoimentos. Mesmo nos depoimentos feitos por quem viveu os fatos narrados há interpretações dramáticas, porque há a intenção de interagir emocionalmente com o diretor, e em última instância, com o espectador. Há narrações de sonhos em alguns depoimentos, o que torna ainda mais intrigante a experiência de saber o que é verdade, o que é invenção, e se isso faz diferença ou não.

Edifício Master

(Brasil, 2002)
Direção: Eduardo Coutinho
Registro do cotidiano dos moradores do Edifício Master, em Copacabana, no Rio de Janeiro, um prédio de 12 andares e 276 apartamentos, onde moram cerca de 500 pessoas. No filme, 37 contam suas histórias de felicidade, tristeza, desilusão, esperança e amor.